Banco de Dados Evolutivo – Parte 1

A primeira etapa desse conjunto de artigos da série Banco de Dados Evolutivo irá tratar de alguns conceitos para que seja possível por em prática essa metodologia de desenvolvimento de banco de dados. Em segundo momento, demonstraremos de forma prática esse conceito usando a ferramenta de versionamento de banco de dados Liquibase.


A fim de aceitar o desafio de lidar com variações constantes no projeto de construção de um sistema é necessário adotar um pensamento diferenciado. Ao invés de conceber o design como uma fase isolada e, em grande parte, concluída antes do início do desenvolvimento, é preciso olhar para ele como um processo continuo que intercala com a construção até o momento da entrega do software. Esse é o principal contraste entre o design planejado, como o da metodologia sequencial, e o design evolutivo das metodologias ágeis.

Apesar dessas novas técnicas terem crescido em uso e interesse, uma das maiores questões é como fazer o trabalho de design evolutivo para banco de dados. É necessário que a estrutura do SGBD evolua em conjunto com o sistema para que se tenha sucesso na implementação dos métodos ágeis. E é sobre isso que esse conjunto de artigos trata. Sobre conceitos e técnicas de implementar a construção evolutiva da estrutura de banco de dados.

Colaboração continua

Para que a ideia de design de banco de dados evolutivo possa funcionar e fluir bem onde ela estiver sendo aplicada é necessário que algumas medidas sejam adotadas. Uma delas é uma colaboração continua e irrestrita entre todo o time de desenvolvimento. Não pode existir barreiras para essa comunicação. Ao invés de decisões tomadas em reuniões formais, por exemplo, é preciso que ocorra conversas abertas entre todos os profissionais de forma a facilitar a comunicação.

Outra medida consiste em fazer com que cada atividade executada por um programador que afete de alguma forma a estrutura DDL ou DML do banco de dados seja feita em colaboração com o administrador de dados. Assim como o desenvolvedor sabe acerca da precisão de uma nova funcionalidade o responsável pelo SGBD possui uma visão global dos dados e da estrutura do banco. Dessa forma será possível descobrir de que forma essa nova implementação irá afetar o esquema de banco de dados e qual a melhor forma de executa-la.

No próximo post iremos falar sobre as SandBox e DataBase Master

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6 comentários sobre “Banco de Dados Evolutivo – Parte 1

  1. Bom artigo. O trabalho em conjunto entre DBA e o Analista de Sistemas/Desenvolvedor é a base para a entrega de soluções e ferramentas robustas, que atendam a demanda de negócio. Já passei por alguns lugares aqui em BSB e ainda não vi essa sinergia devidamente empregada.

    Quanto ao controle de versão, dentro da solução no Visual Studio, criamos um SQL Server Database Project, e criamos os objetos de banco (tabelas, views, roles, sp’s…). Essa solução é colocada no controle de versão utilizando o TFS.

    O SQL Server Database Project, na mesma solução do projeto, tem se mostrado interessante para o versionamento, além de permitir dar deploy da base em diferentes instâncias do SQL, em diferentes servidores rapidamente. Podemos até especificar cargas iniciais em algumas tabelas, após a criação.

    Para projetos que utilizam tecnologias (digamos assim) da própria MS, no nosso caso, utilizamos Visual Studio 2013, TFS 2013 e SQL Server 2008/2012, ao menos aqui para nós, tem atendido bem.

    Boa sorte com o blog, espero ver mais conteúdo em breve. Abraços.

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    1. Mario Oliveira,

      muito obrigado pelo feedback. Fico feliz de ver o conteúdo sendo aprovado e discutido.

      Na EBserH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), como Administrador de Dados, tive a oportunidade de usar a ferramenta Liquibase.

      Ela se mostrou bem madura e atendeu muito bem à necessidade de controle de versão sistema dos vários hospitais universitários.

      Quanto à sinergia necessária para que esse conceito (quase utópico) seja atingido, sim, ainda hoje é muito raro encontrar esse dinamismo entre a equipe devidamente empregado!

      Espero que acompanhe os próximos posts! Quem sabe o Liquibase não possa atende-lo?

      Novamente, obrigado! Abraços!

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